Rega gota-a-gota · Amendoal
Gota-a-gota em amendoal: dimensionar para o pomar adulto
O amendoal em regadio é um pomar exigente: consome muita água no Verão e nota-se quando ela falha. A cabeça do sistema tem de ser dimensionada para o pomar adulto, mesmo que a plantação se instale por fases.
O erro caro: dimensionar para a plantação nova
Um pomar recém-plantado consome pouco, e é tentador dimensionar a estação para esse consumo. Mas as árvores crescem, a copa ocupa cada vez mais solo e a evapotranspiração real cresce com essa ocupação. Na nossa formação, o coeficiente de ocupação cultural entra directamente no cálculo.
O resultado de dimensionar para a plantação nova é uma estação e uma conduta primária que ficam curtas ao fim de poucos anos. Refazer uma conduta primária enterrada custa muito mais do que ter posto, desde o início, o diâmetro certo.
Instalar por fases, sem refazer
- Estação e conduta primária ao caudal final. É a parte cara de refazer. A bomba pode entrar em duas fases — uma agora, outra depois, em paralelo — mas a base tem de estar pronta para as duas.
- Válvulas de sector e comando com capacidade para crescer. Escolher um programador que cresça com o pomar evita trocá-lo a meio (ver programadores Agrónic e a plataforma VEGGA).
- Cabeçal de filtragem modular. Baterias que se ampliam acompanham o caudal sem trocar o que já está montado.
A água: origem e salinidade
O amendoal é considerado sensível à salinidade da água. Conhecê-la antes de decidir a origem evita surpresas: uma água mais salgada pode pedir outra origem, mistura ou tratamento, e essa decisão vem antes de qualquer dimensionamento. A origem decide também a filtragem (ver como escolher o filtro).
Energia: onde a rega se paga ou se perde
Num pomar com caudais grandes e muitas horas de rega, a bombagem pesa na conta. Bombas em paralelo com variação de velocidade acompanham os sectores que abrem e fecham e poupam em carga parcial. Nalguns programadores, como o Agrónic 4500 na versão e opção adequadas, existe uma função de rega solar que gere a bomba em função da energia fotovoltaica disponível.
Como é um sistema de gota-a-gota
| Parte do sistema | O que faz | Onde entramos |
|---|---|---|
| Captação e estação de bombagem | Tira a água da origem e dá-lhe caudal e pressão | É o nosso trabalho |
| Cabeçal de filtragem | Retém areia, matéria orgânica e partículas | É o nosso trabalho |
| Fertirrigação | Depósitos, bombas doseadoras e sensores que injectam o adubo na água | Ligação ao cabeçal e ao comando |
| Válvulas e comando | Abrem os sectores, regulam a pressão e decidem quando a rega corre | É o nosso trabalho |
| Rede primária, secundária e linhas | Levam a água aos sectores e às plantas | É o nosso trabalho |
O entupimento é o inimigo do gota-a-gota
Um gotejador transforma pressão em caudal através de uma passagem estreita, e basta pouco para a estreitar mais. A nossa formação técnica divide a resposta em duas frentes.
Directamente: pressões de funcionamento correctas, velocidades adequadas na tubagem, filtragem eficiente, tratamentos correctivos da água, limpeza das linhas e manutenção do cabeçal. Indirectamente: pré-decantação da água e boa selecção da origem. Quase tudo isto é cabeça de sistema (ver como escolher o filtro).
Marcas com que trabalhamos
O que propomos nesta aplicação
AMIAD
Filtros autolimpantes para caudais grandes, com lavagem hidráulica.
Ver AMIADAZUD
Filtros de disco e de malha autolimpantes.
Ver AZUDLAMA
Baterias de filtros de areia e hidrociclones.
Ver LAMABERMAD
Válvulas de sector e de controlo de bomba.
Ver BERMADAGRÓNIC
Do 2500 ao 4500, com capacidade para crescer.
Ver AGRÓNICCAUDAL
Tubagem de condução e tubo gotejador, que costumamos instalar.
Ver CAUDALNão somos distribuidores oficiais de nenhuma destas marcas: escolhemos, para cada instalação, as que na nossa avaliação mais garantias dão.
O que precisamos para propor
- A origem da água e, se existir, uma análise.
- Se for furo: profundidade, nível estático e dinâmico e caudal do ensaio.
- A área a regar e o número de sectores previsto, incluindo o crescimento futuro.
- O desnível entre a captação, o cabeçal e as cotas do terreno.
- A alimentação eléctrica disponível: monofásica ou trifásica, e a que distância.
- Se há, ou vai haver, fertirrigação.
Se não tiver estes dados, dizemo-lo: vamos medir. A visita técnica é o que separa uma proposta de um palpite.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
Instalo o amendoal por fases. A estação é para a primeira fase ou para o total?
Para o total, na parte que é cara de refazer: estação, conduta primária e ligações. A bomba e os filtros podem entrar por fases, se a base estiver preparada para eles.
O meu amendoal aguenta água salobra?
É considerado sensível à salinidade. Antes de decidir a origem, convém uma análise da água; a solução — outra origem, mistura ou tratamento — vem depois.
Compensa pôr energia solar na bombagem?
Depende do perfil de consumo e da potência. Estuda-se com os números da bomba e das horas de rega. Há programadores com função de rega solar, e dizemos com franqueza se compensa no seu caso.
Quanto tempo leva a estação a estar pronta?
Depende do projecto e da captação. Dizemo-lo na proposta, depois da visita técnica.
Fale com um técnico, não com um call center
Tem uma instalação para dimensionar?
Diga-nos a origem da água, a área e o desnível. Respondemos com a curva da bomba, o cabeçal e o comando — depois da visita técnica.
243 302 538Seg–Sex 08:30–18:00 · Sáb 09:00–13:00
Peça uma visita técnica
Respondemos no próprio dia útil. Se preferir falar já, 243 302 538.